

Atividade marca o avanço das quatro turmas da Fundição de Artes e Ofícios para a etapa de criação das obras
O curso de Cerâmica da Fundição de Artes e Ofícios, unidade da Fundação Rio das Ostras de Cultura (Froc), avançou mais uma etapa na última quarta-feira, 14, com a realização da primeira queima das peças produzidas pelos alunos das quatro turmas. Ao todo, 216 peças foram confeccionadas, resultado do aprendizado e da experimentação dos participantes ao longo das aulas.
A atividade também foi marcada por um aulão que deu início à segunda fase do curso, dedicada à criação e à produção das obras que irão compor uma exposição prevista para o início de 2027. A proposta é aprofundar os conhecimentos técnicos dos alunos e estimular a construção de trabalhos autorais, valorizando a criatividade e as possibilidades expressivas da cerâmica.
“É gratificante acompanhar o desenvolvimento dos alunos e ver a arte ganhar forma por meio das peças produzidas com dedicação e criatividade. Nosso compromisso é ampliar o acesso à formação artística e fortalecer a cultura em Rio das Ostras, oferecendo oportunidades de aprendizado, expressão e valorização de novos talentos”, destaca a presidente da Fundação de Cultura, Rosemarie Teixeira.
Responsável pela orientação dos participantes das oficinas, o artista plástico Rodrigo Pontes ressalta a importância dessa etapa. “Agora, iniciamos uma nova etapa, voltada à criação e ao desenvolvimento de peças autorais, incentivando cada participante a explorar sua identidade criativa e a construir um trabalho próprio para a exposição”, explica o professor.
ALUNOS APROVAM OFICINA – A experiência também tem sido marcada pelo envolvimento dos alunos, que destacam os benefícios da atividade para a criatividade, o bem-estar e a descoberta de novas possibilidades.
“As aulas de cerâmica têm sido uma experiência diferente, terapêutica e muito especial. Um momento de desacelerar, silenciar os pensamentos e explorar minha criatividade, transformando as minhas ideias em algo concreto e real”, afirma a oficinista Anna Paula Veiga Sales Cruz.
A aluna Mariana Nogueira ressalta a importância do acompanhamento técnico e da oportunidade de conhecer cada etapa da produção. “A cada aula, cresce minha vontade de mergulhar ainda mais nesse universo e, quem sabe, no futuro, me tornar uma ceramista”, conta.
“É uma oportunidade de aprender, descobrir novas habilidades, desenvolver a paciência durante o processo e deixar a criatividade fluir. A queima das nossas primeiras peças trouxe aquela mistura de ansiedade, curiosidade e alegria de ver o resultado do trabalho feito com tanta dedicação”, enfatiza a aluna Paula Meireles.
Com a primeira queima concluída, as quatro turmas seguem para uma fase dedicada ao desenvolvimento de suas criações. A exposição, prevista para o início de 2027, será o momento de compartilhar com a comunidade o resultado desse percurso formativo, reunindo as obras desenvolvidas pelos alunos e valorizando a cerâmica como linguagem artística e ferramenta de expressão cultural.
