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Agressão de procuradora volta a repercutir entre parlamentares de Macaé

Postagem de servidora teve divulgação nacional e Leandra Lopes se queixou de perseguição. Foto: Tiago Ferreira.

Postagem de servidora teve divulgação nacional e Leandra Lopes se queixou de perseguição. Foto: Tiago Ferreira.

A vereadora Leandra Lopes (PT) acusou a procuradora da prefeitura Renata Pimentel de persegui-la com telefonemas, mensagens e ameaças. A denúncia ocorreu na sessão desta quarta-feira (28), na Câmara de Macaé. Leandra e os vereadores Vicente da Fox (SD), Edson Chiquini (Cidadania), Dra Mayara Rezende (Republicanos) e Luciano Diniz (Cidadania) haviam repudiado na terça (27), postagens violentas de Renata e outras pessoas contra eleitores do presidente reeleito, Luís Inácio Lula da Silva (PT).

 “Ontem (27) e hoje estou recebendo inúmeras mensagens e ligações dela. Tive até dificuldades de encaminhar as matérias para debate e votação” protestou ela, que é 1ª secretária da Mesa Diretora. Leandra disse que as palavras de Renata no Instagram são criminosas. “Hoje é o Dia do Servidor Público. Precisamos ter responsabilidade com a nossa função e com o que falamos. Liberdade de expressão não é liberdade de agredir”.

A parlamentar afirmou que mandou mensagem ao prefeito Welberth Rezende (Cidadania), no sentido de agilizar as providências que já começaram a ser tomadas no âmbito do Executivo. O caso ganhou repercussão nacional, sendo noticiado em veículos de comunicação como a televisão Globonews e o site Brasil 247. O ataque destacou-se entre os mais graves, em meio aos posts que tomaram as redes sociais, incentivando empresários a demitir cidadãos que tenham votado em Lula.

Retratação

A perseguição informada por Leandra ocorre mesmo depois de Renata ter feito uma retratação em seu perfil: “Venho a público manifestar meu sincero arrependimento pelas declarações que fiz e que causaram indignação e feriram tantas pessoas”. No post, Renata fala ainda que seu discurso não condiz com a função pública que exerce, e que divergências políticas não justificam “o desrespeito, discriminação e humilhação de quem quer que seja”.

Luciano Diniz (Cidadania), 1º vice-presidente da Mesa, também apoiador de Lula, que conduziu a sessão na ausência do presidente Allan Mansur (Cidadania), afirmou: “É hora de nos desarmarmos. O candidato de direita a governador (Douglas Ruas, do PL) ganhou, e tudo bem. O presidente da República, de esquerda, se reelegeu e tudo bem.

De acordo com Luciano, o momento atual é de deixar seguir o processo democrático natural. “Em dezembro, tenho agenda em Brasília com Leandra e o vereador Ricardo Salgado (MDB), que não é do nosso campo, e não há problema nisso”, exemplificou. “Se não fizermos assim estaremos sempre em conflito e não teremos mais vida para viver”.

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