“Tem pouca pedra aqui na Amazônia. Não há ruínas de pedra como aquelas das cidades maias, com suas maravilhosas construções. Aqui, a matéria-prima era o solo, a madeira, a palha", a fala faz parte da série documental “Amazônia, Arqueologia da Floresta”, que será exibida pela TV Senado durante todo o mês de setembro, em uma programação especial pelo Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
A série revela que muitos lugares da Amazônia que hoje parecem ser apenas paisagens naturais guardam, na verdade, vestígios da presença humana. São marcas deixadas por povos originários que desenvolveram formas sofisticadas, sustentáveis e eficientes de ocupar e transformar o território sem destruir a floresta. Durante décadas, porém, essa história permaneceu praticamente invisível para a arqueologia.
“Os primeiros estudos, dos primeiros arqueólogos que vieram aqui fazer isso, nos anos 1950, diziam que não havia grandes populações complexas na Amazônia. Eles não estavam vendo algo como as pirâmides ou construções monumentais que encontramos na Europa e em outras partes do mundo”, explicam os arqueólogos Jeniffer Watling e Eduardo Góes Neves.
Hoje, novas pesquisas mostram uma realidade diferente: a floresta amazônica também guarda marcas de uma relação milenar entre os povos originários e o território.
Série documental "Amazônia, Arqueologia da Floresta": toda sexta-feira, às 21h, na TV Senado.
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