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Como lidar com as variações hormonais do ciclo menstrual, segundo especialistas do Iamspe

Como lidar com as variações hormonais do ciclo menstrual, segundo especialistas do Iamspe

Como lidar com as variações hormonais do ciclo menstrual, segundo especialistas do Iamspe

As variações hormonais do ciclo menstrual podem impactar a produtividade das mulheres, explicam especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo. As mudanças naturais do corpo podem alterar energia, foco e, consequentemente, o desempenho nas atividades diárias.

Entre as orientações dos especialistas estão reorganizar o fluxo de tarefas para os momentos de maior disposição, fazer pausas estratégicas entre as atividades e manter acompanhamento médico quando os sintomas interferem na rotina.

As oscilações naturais do corpo feminino podem influenciar energia, concentração, humor e até autoconfiança.

A situação pode se agravar quando as fases do ciclo são ignoradas e há uma tentativa de “performar” da mesma forma todos os dias. Nesses casos, sentimentos como frustração, culpa e autocrítica excessiva podem surgir e causar sofrimento psicológico. Por isso, compreender o impacto do ciclo na rotina é essencial para atravessar esse período com mais tranquilidade.

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Sobre o ciclo menstrual 

O ciclo menstrual tem três fases, sendo elas: folicular, relacionada à preparação dos óvulos; ovulatória, liberação da célula reprodutiva; e lútea, quando o útero se prepara para uma possível gravidez. Geralmente, esse período dura 28 dias.
 
Segundo a ginecologista e mastologista do Iamspe, Denise Joffily, os níveis hormonais têm variações importantes durante o ciclo menstrual.

“Na fase folicular, logo após a menstruação, o aumento do estrogênio tende a melhorar o foco, a disposição e a clareza mental. Já na fase lútea, quando a progesterona sobe, é comum haver mais introspecção, sensibilidade emocional e, em algumas mulheres, redução da energia”, explica.

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Alterações podem variar

A especialista do Iamspe reforça que as alterações variam de mulher para mulher. Por isso, o mais importante é entender o próprio padrão, sem exigir uma produtividade igual em todos os dias.

“O corpo feminino não funciona em linha reta. Eu sempre reforço: não é falta de competência! É falta de escuta do próprio corpo. Autoconhecimento hormonal é uma ferramenta de saúde mental”, afirma a especialista.

Quando os sintomas, como irritabilidade intensa, tristeza persistente, dor incapacitante, crises de ansiedade, alterações importantes no sono ou na concentração, passam a interferir na vida profissional, nos relacionamentos ou no bem-estar, o acompanhamento médico se torna uma exigência.
 
Confira abaixo as dicas da ginecologista e mastologista do Iamspe, Denise Joffily, para organizar as tarefas do dia a dia de acordo com o próprio ciclo menstrual.

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  • Mapear o ciclo por alguns meses e entender padrões reais;
  • Organizar tarefas estratégicas. Por isso, opte por: reuniões e apresentações importantes em fases de maior energia e sociabilidade;
  • Deixar atividades mais analíticas ou internas em fases de maior introspecção;
  • Realizar pausas na fase de menor energia.

Do ponto de vista médico, é fundamental investigar dores intensas, alterações emocionais severas ou ciclos muito irregulares. Em alguns casos, ajuste hormonal e tratamento para tensão pré-menstrual (TPM), transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), endometriose ou síndrome do ovário policístico (SOP) também fazem parte do cuidado indicado pela mastologista Denise.

“E, acima de tudo, substituir a culpa por planejamento consciente. O ciclo não é um obstáculo à produtividade. Ele pode ser acolhido e compreendido a partir de uma estratégia de organização”, finaliza a especialista.

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