A Linha 6-Laranja terá 15,3 quilômetros de extensão em um trajeto de 15 estações – todas subterrâneas, da Brasilândia até São Joaquim. Se hoje esse percurso é feito de ônibus em 1h30, com o metrô, o tempo diminui para cerca de 23 minutos. A linha deve transportar, em média, 633 mil passageiros por dia.
O trecho também é conhecido como “Linha das Universidades”. Isso porque estações da Linha 6-Laranja estarão localizadas no entorno de faculdades da capital paulista (PUC, Mackenzie, FAAP, Unip, FMU, entre outras). Na FAAP, por exemplo, haverá acesso à estação dentro dos campus.
As estações mais profundas de metrô
Uma vez inaugurada, a Linha 6-Laranja terá as quatro estações mais profundas de metrô de São Paulo. A mais funda será a Itaberaba-Hospital Vila Penteado, no Jardim Iracema, com 65,7 metros de profundidade. Para se ter uma ideia, hoje, a estação mais funda de metrô é a Santa Cruz, das linhas 1-Azul e 5-Lilás, com 41,5 metros de profundidade.
Trilhos por onde passarão os trens da Linha 6-Laranja. Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Trens autônomos e mais espaçosos
Os trens da Linha 6-Laranja são autônomos, o que significa que não requerem a presença de um condutor para funcionar. Os veículos estão equipados com pantógrafos, dispositivos destinados à captação de energia elétrica proveniente da rede aérea para alimentar os sistemas elétricos do trem.
Serão seis carros por trem. Ao todo, cada trem da Linha 6-Laranja poderá transportar até 2.044 passageiros a uma velocidade de até 90 km/h. Além disso, o intervalo entre os trens será de 75 a 90 segundos.
Interior dos trens da Linha 6-Laranja. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Achados arqueológicos
Durante as escavações da Linha 6-Laranja, foram identificados sítios arqueológicos ao longo do traçado, principalmente na região central, próximo à futura Estação 14 Bis-Saracura, indicando a presença de ocupações humanas antigas no local.
Por isso, as obras da Linha 6 contam com monitoramento arqueológico contratado pelo Governo de São Paulo. Nesse caso, arqueólogos garantem que qualquer vestígio identificado seja registrado, analisado e preservado.
Quando evidências são encontradas, inicia-se a etapa de resgate arqueológico, que inclui escavações detalhadas e análises laboratoriais. Esse procedimento não apenas assegura a proteção do patrimônio como permite que os objetos — como fragmentos de cerâmica, utensílios, louças, estruturas antigas e peças ligadas à história da população negra na região — sejam incorporados ao conjunto de bens culturais do país.
A Linha 6-Laranja mantém, inclusive, um programa permanente de acompanhamento e transparência sobre esses achados, reforçando a coexistência entre obras de infraestrutura e preservação histórica.
Por Dentro da Obra
O avanço nas obras da Linha 6-Laranaja está registrado em mais um episódio da série “Agência SP: Por Dentro da Obra”, iniciativa da Agência SP que mostra em vídeos detalhes e curiosidades de grandes projetos em andamento no estado. Confira mais episódios nas redes sociais do Governo de São Paulo.
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