Os holofotes estavam voltados para Neymar no último jogo dele antes da convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. A Neo Química Arena, em São Paulo, estava lotada. Mas o Coritiba roubou a cena e atropelou o Santos por 3 a 0 na manhã deste domingo (17), pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Estacionado nos 18 pontos, o Peixe segue colado na zona de rebaixamento, que envolve as quatro piores campanhas. Já a equipe paranaense, com 23 pontos, ocupa a parte de cima da tabela e entrou na briga por um lugar na próxima Libertadores, que reúne os cinco primeiros colocados da competição.
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Neymar esteve em campo por 65 minutos e foi discreto em sua última chance para convencer Ancelotti de que merece ir a Copa. Foram quatro faltas sofridas, nenhum drible acertado, três finalizações (uma em direção ao gol) e dois passes considerados decisivos (que levam ao chute de um companheiro), segundo o site Sofascore, especializado em estatísticas esportivas em tempo real.
O camisa 10, porém, acabou protagonizando – sem querer – o momento mais inusitado da partida. Aos 22 minutos do segundo tempo, o quarto árbitro, Bruno Mota Correia, ergueu a placa eletrônica anunciando a troca de Neymar, que recebia atendimento na panturrilha fora de campo, pelo também atacante Robinho Júnior.
O problema é que o papel que teria sido entregue informando a substituição indicava a saída do lateral Gonzalo Escobar, diferentemente do que aparecia na placa eletrônica entregue ao quarto árbitro. Apesar das reclamações santistas, a alteração foi mantida e Neymar, que chegou a entrar em campo para argumentar sobre o erro, levou cartão amarelo.
Este foi o 15º jogo de Neymar na temporada. Com seis gols e quatro assistências, o atacante participou de dez gols no ano, média de 0,66 por partida. Em dezembro do ano passado, ele operou o menisco do joelho esquerdo e retornou aos gramados em meados de fevereiro. Apesar de não ter se contundido mais, o jogador foi poupado em vários compromissos do Santos para controle de carga.
“Carrasco” santista brilha
A festa planejada para Neymar sucumbiu ainda no primeiro tempo. Quem esperava assistir ao brilho do camisa 10 viu Breno Lopes, “carrasco” santista na final da Libertadores de 2020 quando defendia o Palmeiras, marcar duas vezes em menos de 20 minutos.
Aos cinco, ele foi lançado pelo meia Josué desde o campo de defesa, ganhou da marcação na velocidade e finalizou para abrir o marcador. Aos 19, o também atacante Pedro Rocha fez boa jogada pela direita, entrou na área, driblou o zagueiro Lucas Veríssimo e rolou para Breno Lopes, sem goleiro, aumentar a vantagem.
O terceiro saiu aos 38 minutos, com Josué, cobrando pênalti cometido por Escobar em cima de Breno Lopes. Na etapa final, o artilheiro do Coritiba ainda causou a expulsão do também atacante Álvaro Barreal. Ao apito final, as vaias dos cerca de 45 mil santistas presentes tomaram a Neo Química Arena. Fim de festa longe do que esperavam Santos e Neymar.