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Crédito garantido viabiliza reconstrução de pequenos negócios afetados por desastres climáticos

Crédito garantido viabiliza reconstrução de pequenos negócios afetados por desastres climáticos

Crédito garantido viabiliza reconstrução de pequenos negócios afetados por desastres climáticos

As altas temperaturas causadas pelo fenômeno climático El Niño já podem ser sentidas de Norte a Sul do país. De forma geral, as previsões dos centros de monitoramento do clima apontam para mais chuvas na Região Sul e fortes secas no Centro-Oeste e no Norte. Atento às mudanças climáticas, como as que causaram as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e em Minas Gerais, no início de 2026, o Sebrae tem atuado no apoio aos pequenos negócios afetados pelas fortes chuvas. Uma das ações é a garantia de 100% aos empréstimos realizados por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que já possibilitou o acesso a R$ 124,5 milhões em crédito para os empreendedores reconstruírem seus negócios.

“Os desastres naturais costumam comprometer estoques, equipamentos, instalações, capital de giro e até a capacidade de funcionamento das empresas. Em muitos casos, o empreendedor precisa de recursos rapidamente para retomar suas atividades, mas encontra dificuldade para apresentar as garantias exigidas pelo sistema financeiro, já que muitas vezes suas instalações, estoques e equipamentos foram danificados ou perdidos”, explica o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

O presidente ressalta o papel do Fampe como o garantidor complementar desse empreendedor, cobrindo o risco da operação junto ao agente financeiro. “Do ponto de vista institucional, o Sebrae deseja gerar um impacto de estabilização social e econômica, evitando a falência em massa de pequenos negócios, mantendo os empregos locais ativos e assegurando a manutenção da renda nas comunidades fragilizadas pelo evento climático”, ressalta.

“A garantia do Sebrae me ajudou diante da burocracia”, diz Juliana da Costa | Foto: Divulgação

Esse apoio quando mais precisava foi o que ocorreu com Juliana da Costa, proprietária da Charme Lingerie e Moda Praia, em Campo Bom (RS). Depois das enchentes de 2024, a empreendedora teve acesso a R$ 50 mil em crédito, tendo o Sebrae como garantidor para investir no e-commerce após seu faturamento ter sido afetado pelo desastre natural. Segundo ela, o recurso ajudou na compra à vista de fornecedores e a investir mais no marketing da empresa.

“O empréstimo veio no momento mais crítico que já passei à frente da Charme, que, em 2024, já tinha 18 anos de história. A garantia do Sebrae me ajudou diante da burocracia. Com o aval, o acesso ao crédito para eu manter meus compromissos em dia foi de imediato. Além disso, tive 12 meses para me reorganizar e começar a pagar”, recorda a empresária.

Passo a passo para pequenos negócios em municípios atingidos por desastres naturais

A Resolução CDN nº 579/2025 ampliou o conceito de “situação excepcional” no Regulamento do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), incluindo expressamente os casos de calamidade pública e situação de emergência oficialmente declarados. Isso permite que as instituições financeiras parceiras utilizem o Fundo como instrumento de apoio em operações destinadas à recuperação econômica de pequenos negócios impactados por desastres naturais.

1, Reconhecimento

O caminho começa com o reconhecimento oficial do estado de emergência ou calamidade pública decretado pelo município ou estado.

2. Solicitação ao Sebrae Nacional

A partir desse decreto, o Sebrae estadual afetado envia uma solicitação ao Sebrae Nacional que, por meio de sua Diretoria Executiva (DIREX), delibera sobre a aprovação de condições especiais e parâmetros diferenciados para a região.

3. Instituição financeira

Uma vez aprovada a medida, o dono do pequeno negócio local deve procurar as instituições financeiras parceiras do Sebrae (Agentes Operadores, como bancos públicos, cooperativas de crédito e agências de fomento) que operam com o Fampe.

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