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Dez por cento dos pequenos negócios do Rio são ligados ao Carnaval

Dez por cento dos pequenos negócios do Rio são ligados ao Carnaval

Muito além da festa que encanta o mundo, o Carnaval impacta positivamente a economia do Rio de Janeiro. Atualmente, 241,3 mil (10%) dos pequenos negócios do estado estão ligados diretamente à cadeia produtiva da festa popular. Deste total, 65% são microempreendedores individuais (MEI), 29% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. Em 2025, o número de empresas aumentou 5% em relação ao ano anterior. É o que aponta levantamento do Sebrae Rio, com base nos dados da Receita Federal.

“O brasileiro se destaca pela criatividade em seus empreendimentos. O Carnaval, além de ser uma das maiores expressões culturais do país, impulsiona o desenvolvimento local e mobiliza diversos setores da economia. Por isso, compreender a sazonalidade desse evento é essencial para transformar oportunidades em estratégias de negócios que se estendam ao longo de todo o ano”, comenta Antonio Alvarenga, diretor-superintendente do Sebrae Rio.

Oitenta por cento das empresas estão localizadas em 18 municípios, com forte protagonismo da capital, que reúne 38% do total, cerca de 91,8 mil negócios. Em seguida aparecem Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Niterói, Petrópolis, Nova Friburgo e Campos dos Goytacazes. Entre os estados brasileiros, o Rio ocupa a terceira posição, atrás de São Paulo (814,4 mil) e Minas Gerais (344 mil).

No total, o Brasil tem 2,9 milhões de pequenos negócios relacionados com o Carnaval, com 80% deles concentrados em 11 atividades econômicas. O comércio varejista de vestuário e acessórios é responsável por 33% dessas empresas. Em seguida estão serviços fundamentais para a materialização da festa, como instalação e manutenção elétrica, pintura de edifícios, confecção de peças do vestuário e produção musical.

“É uma cadeia que combina indústria criativa, serviços técnicos, comércio e produção cultural com uma engrenagem econômica altamente integrada. Entre janeiro e novembro do ano passado, os pequenos negócios ligados ao Carnaval criaram 3,8 mil empregos formais. Fortalecer a cadeia econômica do segmento é uma oportunidade de aumentar renda, gerar empregos e dinamizar territórios”, complementa Alvarenga.

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