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Empreendedoras negras com Ensino Superior têm salto de 16,8 pontos percentuais em 13 anos

Empreendedoras negras com Ensino Superior têm salto de 16,8 pontos percentuais em 13 anos

Empreendedoras negras com Ensino Superior têm salto de 16,8 pontos percentuais em 13 anos

A escolaridade vem avançando entre as empreendedoras negras – 24,8% delas têm Ensino Superior, uma alta de 16,8 pontos percentuais (p.p.) de 2012 a 2025, contra 8,6% dos homens negros donos de negócio. Estudo do Sebrae mostra a evolução da escolaridade nesse grupo: em 2015, o Ensino Médio passou a ser o nível educacional mais representativo, superando o Fundamental Incompleto. Já em 2022, o Ensino Superior avançou para a segunda posição.

As informações são da pesquisa do Sebrae “Empreendedorismo Negro no Brasil Sob a Ótica da PNAD Contínua”, abrangendo a janela do 1º trimestre de 2012 até o 4º trimestre de 2025. Mesmo mais escolarizadas que os empreendedores brancos – 33,6% têm ensino médio contra 42,2% das mulheres negras –, elas recebem menos de 56% do rendimento desse grupo.

As mulheres negras concentram os menores rendimentos entre todos os grupos trabalhados no levantamento, ganhando pouco mais de R$ 2 mil, o que corresponde a 54% do rendimento de mulheres brancas donas de negócio. O empreendedor branco, no outro extremo, chega a faturar R$ 5.144 por mês.

Foto: Divulgação

Atualmente, um em cada três empreendedores negros é mulher. No último trimestre de 2012, as mulheres negras donas de negócio representavam 30,3% do total; hoje, apesar do aumento de 1,9 p.p. no volume total, elas seguem sendo minoria entre os empreendedores negros.

Mesmo em menor proporção, as empreendedoras negras apresentam o maior percentual de chefe de domicílio (57,9%) na comparação com todos os grupos: empreendedoras brancas e donos de negócio brancos e negros. Outro ponto sinalizado pela pesquisa é que as mulheres negras gastam 33 semanais à frente da empresa, enquanto os homens negros investem 39 horas e os brancos, 41 horas por semana.

O grupo feminino, independentemente da raça/cor, permanece abaixo da média total de horas trabalhadas. A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, diz que o Sebrae tem atuado de maneira estratégica e abrangente para contribuir com o fortalecimento do empreendedorismo feminino, mas aponta desafios estruturais.

“Um dos motivos para essa condição ainda muito desigual pode estar na divisão de tarefas nos lares brasileiros. Infelizmente, sabemos que a cultura da rotina doméstica, da forma como se dá hoje, massacra o potencial de muitas futuras empresárias e dificulta o crescimento de vários negócios liderados por mulheres”, comenta Margarete. O chamado “trabalho invisível” – que envolve os cuidados com a casa, os filhos e até mesmo os idosos – provavelmente está por trás desses dados, argumenta a diretora.

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