Para muitas mulheres, conciliar as ambições profissionais com a necessidade de cuidar dos filhos pode ser muito desafiador. A atuação no mercado digital, porém, permite uma flexibilidade para que mães empreendedoras possam conciliar o tempo com os filhos sem renunciar a ambições profissionais.
A criação de um e-commerce, consultorias, infoprodutos e até a proposta de brechós virtuais são algumas das oportunidades que mães empreendedoras podem realizar de forma remota para possibilitar uma melhor gestão do tempo com os filhos e garantir um maior faturamento e uma melhor qualidade de vida.
Uma pesquisa do Sebrae apontou que um dos grandes desafios das mulheres que desejam empreender é justamente a necessidade de cuidar dos filhos, o que influenciou 68% delas na abertura de seus negócios (2024).
“O mercado digital pode ser uma alternativa real para mulheres que querem empreender de casa, ter mais flexibilidade na rotina e ficar mais próximas dos filhos. Vender pela internet não significa, necessariamente, começar com uma grande estrutura, loja virtual cara ou conhecimento avançado em tecnologia” afirma o gestor de Mercado Digital do Sebrae, William Almeida.
O digital começa de forma simples: com um bom atendimento pelo WhatsApp, um catálogo organizado, fotos bem-feitas, presença nas redes sociais, meios de pagamento seguros e clareza sobre entrega, troca e preço.
William Almeida, gestor de Mercado Digital do Sebrae
Este foi o caminho escolhido pelas empreendedoras Luciana Garbin e Marcella Ciasca, mães de Martina e Helena, que abriram, em fevereiro deste ano, a Girow – a primeira plataforma on-line brasileira especializada em venda, compra e aluguel de roupas e acessórios infantis.
“O olhar de mãe foi o diferencial para o nosso negócio, porque entendemos dores que nenhum estudo de mercado explica com tanta precisão. Só uma mãe sabe o quanto uma criança perde roupa rapidamente e o quanto se investe em peças que quase não são usadas. Por isso pensamos em cada detalhe para facilitar a vida de outras mães: economia, praticidade, curadoria e qualidade”, ressalta Marcella.
A empresa espera chegar ao final de 2026 com mais de R$ 2 milhões em movimentação entre vendas e locações. “Mais do que vender e alugar roupas e acessórios, ajudamos mães a monetizar ativos que estavam esquecidos em casa. Em muitos casos, esse dinheiro vira autonomia, reforço no orçamento e até incentivo para novos projetos pessoais. É economia circular com impacto real na vida feminina”, comenta Luciana.
“Construir a Girow é provar que maternidade e ambição de empreender podem caminhar juntas. É possível criar algo e, ao mesmo tempo, estar presente nos momentos que realmente importam na vida dos pequenos. Entendemos que educar é também dar exemplo, tanto como inspiração profissional, como visão de mundo e sustentabilidade”, completa Marcella.
As empreendedoras contam que o Sebrae tem sido fundamental para o sucesso do empreendimento. “Mais do que conteúdo, o Sebrae nos trouxe direção estratégica, visão de gestão e confiança para transformar uma ideia em uma empresa concreta. Empreender exige coragem, mas também exige preparo, método e clareza. E o Sebrae cumpre esse papel de forma extremamente didática: ajuda a evitar erros comuns, acelera aprendizados e mostra caminhos mais sólidos para crescer de forma sustentável”, finaliza Luciana.
Orientação
O gestor de Mercado Digital do Sebrae, William Almeida, aponta que empreender no digital não precisa ser complicado, mas estratégico. “Uma mãe empreendedora pode começar pequeno, de casa, com organização e orientação, e profissionalizar o negócio aos poucos. O Sebrae pode apoiar justamente nessa jornada: ajudando a entender seu público, estruturar sua oferta, melhorar sua presença digital, escolher os canais certos, calcular o preço, organizar a gestão e transformar uma ideia em um negócio viável”, explica.

Orientações do Sebrae
Para desmistificar o mercado digital, o Sebrae pode orientar que a empreendedora comece pelo básico bem-feito. Por isso, William Almeida, separou algumas dicas:
- Escolher um público específico
Em vez de tentar vender para todo mundo, é melhor definir um foco. Por exemplo: roupas infantis de festa, brechó para bebês de 0 a 2 anos, moda sustentável, enxoval acessível ou aluguel de peças para ocasiões especiais. - Usar o WhatsApp como ferramenta de venda
O WhatsApp pode ser uma loja simples, desde que seja bem usado. A empreendedora pode montar catálogo, criar mensagens automáticas, organizar etiquetas de clientes e responder com agilidade. - Caprichar nas fotos e descrições
No digital, a pessoa não toca no produto. Por isso, boas fotos, medidas, detalhes de conservação e explicações simples ajudam a gerar confiança. - Começar com uma estrutura enxuta
Não é preciso começar com estoque grande ou loja virtual completa. Dá para testar a aceitação do público com poucos produtos, venda por encomenda, curadoria ou aluguel de peças específicas. - Testar canais de venda aos poucos
A empreendedora pode começar pelo WhatsApp e Instagram, depois testar marketplace, loja virtual ou plataforma própria. O melhor canal é aquele onde o cliente está e onde o negócio consegue atender bem.
- Saiba mais na página Mercado Digital