O Governo do Estado de São Paulo intensifica ações estruturadas para consolidar um turismo verdadeiramente inclusivo e sem barreiras durante as férias de verão.
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) realiza iniciativas estratégicas que unem pesquisa, capacitação, articulação institucional e campanhas de conscientização. Entre as principais ações estão o novo convênio firmado com a Universidade de São Paulo (USP), o acordo de cooperação com a Abrasel SP e o lançamento da Cartilha Turismo Sem Barreiras, instrumentos que reforçam o compromisso do Estado com a construção de destinos mais justos, acessíveis e competitivos.
Convênio com a USP
O convênio firmado entre a SEDPcD, a Secretaria de Turismo e Viagens (SETUR) e a USP — representada pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) — tem como objetivo desenvolver estudos e pesquisas que qualifiquem a oferta de Turismo Acessível nos 645 municípios paulistas.
Com investimento conjunto de R$ 182 mil, a parceria prevê a elaboração do Índice de Competitividade Paulista do Turismo Acessível, o mapeamento de pelo menos 50 ações municipais, a seleção das 15 melhores práticas do estado, oficinas de capacitação e a produção de relatórios estratégicos.
Para o secretário Marcos da Costa, essa é uma ação essencial para transformar o potencial turístico de São Paulo em realidade inclusiva. “Ao investir em pesquisa e mapeamento, estamos não apenas cumprindo nosso dever de promover a inclusão, mas também elevando a qualidade e a competitividade do turismo no Estado. O turismo acessível é um direito da pessoa com deficiência e uma potência econômica para os municípios paulistas”, afirma.
Acordo com a Abrasel SP
Outra iniciativa é o acordo de cooperação firmado com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP). A ação mobiliza bares, restaurantes, cafés e estabelecimentos gastronômicos em favor de experiências mais humanas, acolhedoras e inclusivas para pessoas com deficiência.
O acordo prevê a criação do selo “Hospitalidade Acessível”, a publicação de cartilhas, capacitações para equipes, alinhamento com os Polos de Empregabilidade Inclusiva (PEIs) e a realização de webinars, workshops e oficinas técnicas.
A proposta vai além da adaptação física: “Promover acessibilidade é abrir portas e receber consumidores de forma amigável e atenciosa. Significa construir uma cultura de respeito que transforme o setor gastronômico em um ambiente realmente inclusivo”, destaca o secretário Marcos Costa.
Cartilha Turismo Sem Barreiras
A Cartilha Turismo Sem Barreiras, lançada pela SEDPcD em parceria com a SETUR, orienta gestores públicos e o trade turístico na implementação de práticas de acessibilidade em hotéis, restaurantes, parques, museus, teatros, bares e terminais de passageiros. O material aborda diversos tipos de deficiência e reforça que a inclusão depende tanto de infraestrutura adequada quanto de uma mudança de postura no atendimento.
O secretário destaca ainda que “o turismo é um direito de todos, e garantir esse acesso passa pela capacitação de profissionais, pela eliminação de estigmas e pela promoção de experiências seguras e autônomas no lazer e na convivência social.”
Dicas para escolher um destino ou hotel acessível
Abaixo orientações que reforçam a importância das iniciativas do Governo de São Paulo para ampliar a informação, padronizar boas práticas e garantir que cada viagem seja uma experiência verdadeiramente inclusiva para todos.
● Verificar se o hotel possui rotas acessíveis, como rampas, elevadores, corrimãos e sinalização adequada.
● Checar a existência de quartos adaptados, considerando necessidades específicas (espaço para manobra, mobiliário acessível, portas largas).
● Confirmar se os banheiros contam com barras de apoio, chuveiro acessível, banco de banho e piso antiderrapante.
● Avaliar a acessibilidade das áreas comuns, como restaurantes, recepção, piscinas, espaços de lazer e áreas externas.
● Observar se a equipe está capacitada para oferecer atendimento inclusivo e comunicação adequada.
● No destino, confirmar se pontos turísticos, passeios e serviços locais possuem acessibilidade física, comunicacional e atitudinal.
● Verificar a disponibilidade de meios de transporte acessíveis e informações claras sobre rotas e deslocamentos.
● Priorizar estabelecimentos e atrativos que ofereçam informações transparentes sobre acessibilidade, facilitando o planejamento com autonomia e segurança.
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