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No Dia do Panificador, setor celebra tradição enquanto se reinventa para atender um novo consumidor

No Dia do Panificador, setor celebra tradição enquanto se reinventa para atender um novo consumidor

Celebrada em 8 de julho, a profissão que há gerações oferece o pão fresco para a mesa dos brasileiros ganha um novo significado. Além de preservar uma tradição, os profissionais da panificação têm acompanhado a transformação dos hábitos de consumo, adaptando produtos, serviços e modelos de negócio para atender um cliente cada vez mais exigente. Para os pequenos empreendedores, destaca o Sebrae, esse movimento representa uma oportunidade de inovar sem perder a essência.

Se antes bastava oferecer o pão francês quentinho no balcão, hoje o consumidor também busca produtos mais saudáveis, receitas artesanais, ingredientes naturais, fermentação natural e ambientes que proporcionem uma experiência agradável. Ao mesmo tempo, cresce a procura por linhas integrais, funcionais, sem glúten e sem lactose, enquanto a digitalização, com delivery, programas de fidelidade e presença nas redes sociais, amplia as possibilidades de relacionamento com os clientes.

O mercado também ficou mais diverso. As grandes padarias continuam atraindo consumidores pela variedade de produtos, refeições e conveniência, enquanto as padarias artesanais conquistam espaço ao investir em diferenciação, qualidade e atendimento personalizado. “Não existe um formato único de sucesso. O diferencial está em compreender o perfil do cliente, definir um posicionamento claro e construir uma proposta de valor consistente”, afirma a analista de Competitividade do Sebrae, Jane Blandina.

A padaria de Nami se destaca pela produção de pães artesanais e receitas japonesas | Foto: Divulgação 

Um exemplo é a empreendedora Silvia Anami, mais conhecida como Nami, que transformou um hobby em negócio, ao criar uma padaria artesanal especializada em fermentação natural e pães japoneses. Depois de deixar a carreira na área de exportação, ela começou produzindo cestos utilizados na fermentação dos pães chamados de bannetons e, para testar seus próprios produtos, passou a assar pães.

A experiência revelou uma oportunidade de mercado. Hoje, além de oferecer receitas inspiradas na tradição japonesa, alemã e italiana, aposta em ingredientes selecionados e em um cuidado que vai além do alimento. Um detalhe que faz toda a diferença é que todas as embalagens são pintadas à mão. “Quero que a pessoa sinta que está recebendo um presente. Esse cuidado acabou se tornando o nosso maior marketing, porque os clientes compartilham a experiência e enviam nossos pães para diferentes regiões do Brasil”, conta.

Foto: Divulgação

Como acompanhar as mudanças do mercado?

A adaptação vai além da vitrine. Gestão financeira, formação de preços, redução de desperdícios, organização da produção e uso de dados para definir o mix de produtos tornaram-se fatores decisivos para manter a competitividade. “O empresário precisa olhar para toda a operação, desde a gestão até a experiência oferecida ao cliente. A inovação começa na administração do negócio e se reflete diretamente nos resultados”, destaca Jane.

Para apoiar essa evolução, o Portal do Sebrae oferece uma jornada completa de desenvolvimento para empresas de panificação e confeitaria (https://meuatendimento.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/o-planejamento-na-panificacao-e-confeitaria,1d8a31912eb78610VgnVCM1000004c00210aRCRD). A experiência conta com cursos, consultorias especializadas, programas setoriais, conteúdos digitais, missões técnicas e encontros de negócios voltados ao fortalecimento da gestão, da produtividade e da inovação.

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