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Painel discute internacionalização de startups no Web Summit Rio 2026

Painel discute internacionalização de startups no Web Summit Rio 2026

Painel discute internacionalização de startups no Web Summit Rio 2026

Ter atuação global é um sonho de muitas startups, mas saber se a empresa está pronta para o mercado internacional é mais um desafio para esse segmento. Essa foi uma das abordagens tratadas durante o painel “From Brazil to the world: What separates global startups from local ones?”, realizado pelo Sebrae e pela ApexBrasil, durante o Web Summit Rio 2026.

A head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko, destacou que a preparação é um dos pontos mais importantes para uma startup se internacionalizar. “O empreendedor precisa estudar o mercado que quer atuar e trazer isso para dentro do planejamento. É preciso adaptar o negócio. Se não tiver uma estratégia global, ele não consegue sair do mercado brasileiro”.

Segundo Cristina, um dos principais desafios é que muitas startups ainda são criadas com foco exclusivamente no mercado local e não incorporam a internacionalização como parte da estratégia de crescimento. “Muitas startups nascem pensando apenas no mercado brasileiro e deixam a internacionalização para um segundo momento. O que defendemos é que o empreendedor olhe para o problema que está resolvendo e identifique onde essa mesma dor também existe”, comenta.

Cristina Mieko (segunda, à esquerda) e palestrantes do painel | Foto: André Cyriaco

“Quando a startup entende que o problema é global, ela passa a enxergar oportunidades em diferentes mercados e consegue construir uma estratégia de expansão mais consistente. O Brasil hoje é uma referência em áreas como fintech e agritech, justamente porque desenvolveu soluções para desafios que também estão presentes em outros países”, afirma Cristina.

Mariele Christ, gerente de negócios da ApexBrasil, ressaltou que dificilmente uma empresa se sente 100% preparada para a internacionalização. “Qualquer mercado externo tem riscos. O empreendedor precisa estudar e saber o porquê de querer entrar em um mercado internacional. São muitos custos envolvidos e dedicação da equipe. A nossa barreira cultural é um desafio”, destaca.

Autodiagnóstico

O Sebrae lançou no Web Summit Rio, a ferramenta “Autodiagnóstico de Prontidão para Internacionalização”. Totalmente gratuita, ela foi desenvolvida para avaliar o nível de maturidade dos negócios interessados em atuar no exterior, ela identifica o grau de prontidão internacional, evidencia lacunas críticas e orienta os próximos passos rumo à expansão para novos mercados.

A autoavaliação funciona de forma prática e objetiva. Ao responder sobre aspectos como equipe, produto, mercado, modelo de negócio, financiamento, governança e estratégia de expansão, a startup recebe uma devolutiva imediata com seu estágio de maturidade internacional.

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