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Prefeitura e PET-Saúde fortalecem SUS de Macaé para enfrentamento à emergências climáticas

Prefeitura e PET-Saúde fortalecem SUS de Macaé para enfrentamento à emergências climáticas

Prefeitura e PET-Saúde fortalecem SUS de Macaé para enfrentamento à emergências climáticas

A Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciou as ações da nova edição do programa, conforme o Edital nº 23/2026. Em sua 13ª edição, o PET-Saúde tem como tema central “Clima”, com foco na promoção da equidade em saúde e no enfrentamento das desigualdades sociais, raciais, étnicas, territoriais e de gênero que podem ser intensificadas por emergências climáticas e ambientais.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos das mudanças climáticas, contribuindo para uma atenção integral e adequada às necessidades da população. O programa também aproxima universidade, serviços de saúde e comunidade, qualificando a formação dos estudantes e aprimorando as práticas dos profissionais para os novos desafios impostos pelas transformações ambientais.
A parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a UFRJ possibilita aproximar o conhecimento produzido na universidade da realidade vivenciada nos territórios de Macaé. O projeto reúne gestores, profissionais de saúde, docentes, estudantes e representantes das comunidades na construção coletiva de estratégias de prevenção, cuidado e vigilância em saúde.
Entre as prioridades estão a proteção das populações e dos territórios mais vulnerabilizados, o fortalecimento da capacidade de adaptação e resiliência do sistema de saúde e a preparação de estudantes e trabalhadores para situações relacionadas a desastres, epidemias, insegurança alimentar, hídrica e nutricional, exposição a riscos ambientais, deslocamentos populacionais e impactos psicossociais.
Para a coordenadora geral do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS), Eliane Araújo, a participação do município no PET-Saúde amplia as possibilidades de integração entre a academia e os serviços públicos.
“A participação de Macaé no PET-Saúde representa uma oportunidade de aproximar ainda mais a academia dos serviços de saúde do município. Essa integração permite a troca de conhecimentos, a valorização dos saberes dos territórios e a construção coletiva de soluções que estejam conectadas às necessidades reais da população e aos desafios enfrentados pelos profissionais do SUS”, destaca.
Clima e saúde: uma agenda para o presente e o futuroPara a professora do Centro Multidisciplinar da UFRJ e coordenadora-geral do PET-Saúde: Clima Macaé, Vivian Corrêa, discutir mudanças climáticas também significa discutir saúde, desigualdade e a capacidade dos territórios de proteger suas populações.
“Falar sobre clima é falar sobre saúde e, principalmente, sobre equidade. Os impactos das emergências climáticas não atingem todas as pessoas da mesma forma. Populações que já enfrentam desigualdades sociais, econômicas, territoriais e ambientais estão mais expostas e, muitas vezes, possuem menos recursos para se proteger e se recuperar. O PET-Saúde: Clima Macaé nasce justamente com essa perspectiva de aproximar universidade, gestão, trabalhadores, estudantes e comunidades para construirmos, de forma coletiva, respostas mais justas, integradas e territorialmente adequadas aos desafios climáticos que já fazem parte da nossa realidade”, afirma Vivian Corrêa.

Segundo a coordenadora, a proposta também representa uma oportunidade de preparar as novas gerações de profissionais para uma realidade em que os eventos climáticos extremos terão impactos cada vez mais importantes sobre a saúde da população.
“Queremos formar profissionais capazes de compreender que cuidar da saúde também significa olhar para o território, para o ambiente e para as condições de vida das pessoas. Ao integrar ensino, serviço e comunidade, fortalecemos o SUS e ampliamos sua capacidade de prevenção, adaptação e resposta às emergências climáticas e ambientais”, acrescentou.
Eixos de atuaçãoAs ações do PET-Saúde: Clima Macaé serão organizadas a partir de três eixos principais: Produção do cuidado no território e vigilância em saúde, com foco na prevenção e na resposta às emergências climáticas e ambientais; acesso à atenção especializada e integralidade do cuidado, buscando garantir assistência adequada às populações mais vulnerabilizadas; Comunicação e inovação em saúde orientadas pela equidade, fortalecendo estratégias de informação, participação social e construção de soluções para os territórios.
O projeto também contempla ações de educação permanente em saúde, educação popular e valorização dos saberes comunitários e territoriais. A proposta é contribuir para o desenvolvimento de competências alinhadas à realidade do SUS e às necessidades específicas da população de Macaé.

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