Os microempreendedores individuais (MEI) que estão no Cadastro Único para Programas Sociais e foram atendidos pelo Sebrae possuem um maior percentual de empresas ativas (78,9%) em comparação com aqueles não atendidos pela instituição (61,5%). O dado faz parte de um levantamento realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que identificou que mais de 4,6 milhões de pequenos empreendedores estão inseridos no CadÚnico.
Pelo fortalecimento do ambiente de negócios para este público e pelo incentivo ao empreendedorismo, o Sebrae foi homenageado, nesta quarta-feira (27), em Brasília, com o II Prêmio Nacional de Inclusão Produtiva. A gerente adjunta de Políticas Públicas do Sebrae, Cláudia Dutra, representou a entidade na premiação. Segundo a pesquisa do Sebrae e do MDS, cerca de 57% desses empreendedores (aproximadamente 2,6 milhões) decidiram abrir o CNPJ depois de aderir ao CadÚnico.
São 4,6 milhões de MEIs em um universo de 16,6 milhões de empreendedores formalizados por meio desta figura jurídica. O Bolsa Família e o Cadastro Único são um estímulo para que as pessoas busquem a autonomia financeira por meio do empreendedorismo.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
De acordo com o levantamento, a grande maioria desses empreendedores inscritos no CadÚnico é composta por mulheres (55,3%) e pessoas não brancas (64%), com famílias de 3 ou mais integrantes (51,3%). A faixa etária predominante é de adultos com idade entre 30 e 49 anos (53%) e o nível de escolaridade é – em sua maioria – de Ensino Médio completo ou mais (51%). A pesquisa revela ainda que o setor de Serviços domina entre os segmentos de atividade mais procurados pelos MEIs inscritos no CadÚnico (54%), seguido pelo Comércio, com 26%.
Sobre o prêmio
O II Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica integra as ações do Programa Acredita no Primeiro Passo, do governo federal, voltado à ampliação das oportunidades de geração de renda, qualificação profissional, inclusão produtiva e empreendedorismo para famílias em situação de vulnerabilidade social.
A premiação busca estimular políticas, estratégias e práticas de inclusão socioeconômica, além de reconhecer o compromisso de gestores públicos, empresas, instituições financeiras, organizações sociais e empreendedores com a redução da pobreza e das desigualdades sociais. A ação também identifica, sistematiza e dissemina experiências exitosas e inovadoras desenvolvidas em diferentes regiões do país.
