
Rio das Ostras participou da capacitação promovida pela Secretaria de Estado de Saúde, nos últimos dias 14 e 15 de abril, voltada para melhoria da qualidade dos produtos consumidos pela população. O encontro aconteceu em Cabo Frio e reuniu fiscais sanitários dos municípios das regiões da Baixada Litorânea e Metropolitana II.
A capacitação aconteceu após levantamento da Vigilância Sanitária Estadual, apontando que a cada quatro alimentos analisados no Estado do Rio de Janeiro – itens como leite UHT, queijo, sorvetes, entre outros – pelo menos um apresentou algum tipo de irregularidade em 2025.
A proposta da capacitação, dentro do Programa de Monitoramento da Qualidade Sanitária dos Alimentos, é aproximar ainda mais o programa dos municípios, facilitando a adesão e promovendo a troca de experiências entre as equipes.
A capacitação também incluiu atividades práticas voltadas ao cotidiano dos fiscais, com estudos de caso, simulando situações do dia a dia. Além disso, foram apresentados documentos como o Termo de Apreensão de Amostras, o Termo de Notificação de Resultado de Produto e o Auto de Infração, para que os participantes se familiarizassem com os instrumentos utilizados nas inspeções.
Outro ponto incentivado pelo Estado é a inclusão de alimentos produzidos localmente e não apenas comercializados, ampliando o alcance das ações e promovendo melhorias na cadeia produtiva regional.
A percepção positiva foi compartilhada por representantes das vigilâncias sanitárias municipais presentes no encontro. Para a fiscal sanitária de Rio das Ostras, Clara Amir, o apoio do Estado é fundamental para fortalecer a atuação local, especialmente em municípios ainda em processo de estruturação.
“O suporte mais próximo faz toda a diferença. Esses encontros ajudam a dar mais segurança, alinhar procedimentos e melhorar o trabalho de fiscalização”, afirmou.
Também de Rio das Ostras, o fiscal Hugo Azevedo destacou a troca de experiências como um dos principais ganhos. “É uma oportunidade de conhecer a realidade de outros municípios, alinhar metodologias e fortalecer o trabalho conjunto. O contato mais direto com o Estado contribui para padronizar as ações e dar mais segurança à atuação em campo”, disse.