Maior competição de empreendedorismo social nas escolas brasileiras, o Desafio Liga Jovem está com as inscrições abertas até o dia 28 de maio. Alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental, do ensino médio e da educação profissional (técnico e profissionalizante) podem participar da competição promovida pelo Sebrae no Brasil inteiro. Eles devem formar equipes de dois a cinco estudantes da mesma instituição e categoria e, com apoio de um professor orientador, propor soluções criativas para problemas locais. Professores e alunos devem se inscrever individualmente pelo site www.desafioligajovem.com.br e depois se conectarem por meio de link de convite.
Nesta quarta edição, o Desafio se transforma em Olimpíada de Empreendedorismo na Escola, com ainda mais ações práticas e oficinas que vão apoiar o desenvolvimento dos projetos sugeridos. As equipes receberão conteúdos mais aprofundados e terão a oportunidade de defender suas ideias com uma parte escrita, além do envio do vídeo-pitch.
“Queremos que os jovens aprimorem as competências de planejamento, comunicação e argumentação para defender soluções criativas e inovadoras, que contribuam para transformar a realidade de onde vivem. Isso faz parte da educação empreendedora”, afirma o gerente de Educação do Sebrae Rio, Antônio Kronemberger.
Prêmios e inspiração
As soluções propostas devem atuar sobre problemas identificados na escola ou na comunidade e terem como aliada uma tecnologia digital ou analógica, envolvendo aplicativos, jogos, plataformas digitais, produtos físicos inovadores ou metodologias sustentáveis. A competição prevê mais de R$ 600 mil em premiações, incluindo equipamentos eletrônicos, vales-compra, viagens e experiências educacionais. As equipes vencedoras na etapa final participarão de uma missão internacional em 2027.
Vencedora na categoria Ensino Médio no Desafio de 2024, a equipe QUIAMA (Química Amiga do Meio Ambiente), do campus São Gonçalo do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, fez visitas técnicas em São Paulo e em Portugal. O grupo criou um adesivo-repelente biodegradável e de baixo estímulo sensorial, ideal para evitar a dengue em crianças neurodivergentes.
“Foi uma experiência que mudou nosso olhar sobre empreendedorismo e inovação. Recebemos mentorias, dicas de modelos de negócios, planilhas financeiras e, mais que o prêmio, ganhamos amigos e descobrimos que os sonhos são possíveis”, relata a estudante Maria Clara Castilho, uma das integrantes da equipe, que incluiu o projeto em um livro lançado na COP 30 sobre ações de sustentabilidade da rede federal.

