Três deep techs brasileiras das regiões Centro-Oeste e Norte foram selecionadas para a etapa nacional do Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde – Hackathon SUS, realizado no Hospital Universitário de Brasília, nesta quinta (16). Entre elas, duas startups foram apoiadas pelo Sebrae por meio do programa Catalisa ICT: BioSpin Nanotech e Smart SAAG.
Confira as deeptechs selecionadas na etapa regional:
Smart Saag (RO)
Biotech Tecnologia Genômica Especializada (GO)
BioSpin Nanotech (AM)
O objetivo do desafio é incentivar o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à área de oncologia, que sejam aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). As deeptechs apresentaram pitches e foram avaliadas por uma banca composta por especialistas indicados pelo Ministério da Saúde e HU Brasil, além de especialistas em empreendedorismo e mercado indicados pelo Sebrae.
“Nós temos uma base de 25 mil startups que a gente atende em todos os estados do país. E, desse total, a segunda maior carteira é de saúde e qualidade de vida. Então, a gente está falando de 3 mil startups vocacionadas no país, que de alguma forma atuam diretamente ou indiretamente com o tema da saúde”, detalha o gerente de inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato Cabral.
Para o fundador da Smart Saag, David Maciel, o apoio do Catalisa ICT transformou o produto final. “Faz toda a diferença, o desenvolvimento, a metodologia Sebrae que orienta, todo o empreendedorismo e a capacitação. A equipe do Sebrae, que está sempre disposta a nos ajudar, fazendo ali o apoio. Eu acho fundamental para que a gente consiga desenvolver qualquer tecnologia ter esse suporte”, afirma.
No fim da etapa nacional, em dezembro de 2026, as melhores soluções serão premiadas com recursos do Ministério da Saúde, sendo R$ 100 mil para o primeiro lugar; R$ 50 mil para o segundo e R$ 30 mil para o terceiro.
Hackaton SUS
O Hackaton SUS é resultado do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Sebrae, os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a HU Brasil (Hospitais Universitários Federais)e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Com execução prevista até abril de 2027, o Hackaton SUS vai acelerar e premiar deep techs brasileiras da área da saúde capazes de desenvolver dispositivos médicos e soluções tecnológicas que enfrentem desafios reais da oncologia, com potencial de impacto social, escalabilidade e sustentabilidade econômica.
Além do reconhecimento financeiro, as participantes terão acesso a mentorias, capacitações e ambientes de experimentação, ampliando as chances de validação e incorporação das soluções desenvolvidas ao SUS.
A parceria também prevê a capacitação de pequenas empresas inovadoras em aspectos regulatórios, tanto em relação às exigências da Anvisa quanto aos requisitos necessários para a incorporação de tecnologias no SUS.

