Os empreendedores apoiados pelo Sebrae na Anuga Select Brazil 2026, a principal feira de negócios de alimentos e bebidas das Américas, colheram ótimos resultados nesta edição, que aconteceu no início deste mês, em São Paulo. Foram alcançados R$ 960 mil em volume de negócios na feira, com expectativa de R$ 7,6 milhões nos próximos seis meses.
Ao todo, a feira contabilizou 172 reuniões e contatos comerciais, com 331 leads captados. Entre as tendências observadas no evento, o Sebrae enumera o crescimento na procura de produtos premium/gourmet, bem-estar integral e funcional, produtos regionais com identidade de origem, além da alta na exportação e internacionalização.
“As empresas destacaram a Anuga como uma feira altamente estratégica, com geração de conexões qualificadas, oportunidades reais de negócios e fortalecimento da presença em novos mercados”, avaliou o gestor de Alimentos e Bebidas do Sebrae Nacional, Bruno Lopes.
Para Leila Porto, representante comercial da Acaragri, uma agroindústria de caju no Maciço de Baturité (CE), o resultado foi muito satisfatório. “Essa foi nossa primeira participação em rodadas de negócios, e o apoio do Sebrae foi fundamental em todo o processo”, relatou.
“Tivemos reuniões preparatórias com a equipe do Sebrae e com os organizadores da Anuga, além de orientações detalhadas para o preenchimento dos formulários e cadastro na plataforma. Esse suporte fez toda a diferença”, completou.
Oportunidades pelo Brasil
A Anuga foi espaço importante para pequenos negócios de todo o país apresentarem o que têm de melhor. Um rondoniense levou produtos da Amazônia em forma de corte preciso. Elielton Rodrigues, da Pescados Rodrigues, serviu tambaqui e pirarucu como quem serve carne vermelha nobre: costelinha, lombo, filé mignon. Tudo limpo, porcionado, pronto para ir direto à panela.
“É um produto que carrega cuidado e responsabilidade desde a origem”, disse. A empresa nasceu de um prejuízo (um lote que não foi retirado) e virou negócio quando a família decidiu processar o pescado. Com o apoio do Sebrae, vieram capacitações, consultorias e certificações que permitiram transformar uma solução emergencial em operação estruturada. Hoje, a marca trabalha com cortes padronizados, segurança alimentar e foco em qualidade.

A feira funcionou como vitrine (e teste) para a marca da Granola da Dé. Sergio Barros ofereceu colheradas generosas de um produto que nasceu na cozinha de casa, feito por sua esposa, para a família. Virou negócio quase por insistência alheia. “Ela levava para o lanche no trabalho, as pessoas começaram a pedir. Aí falaram: ‘Por que você não vende?’”, contou.
Com apoio do Sebrae, vieram as primeiras consultorias de preço, estruturação do negócio, desenvolvimento da marca e acesso a mercados. Hoje, a granola já circula em supermercados do Centro-Oeste e começa a mirar o Mercosul. “Quando eu olho pra trás, tem muito amor nisso tudo”, disse Sergio, com os olhos marejados.

