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Arte, memória e novas experiências marcam intercâmbio no Solar dos Mellos

Arte, memória e novas experiências marcam intercâmbio no Solar dos Mellos

Arte, memória e novas experiências marcam intercâmbio no Solar dos Mellos

Integrantes do Programa Macaé Cidade da Melhor Idade participaram, nesta quarta-feira (30), de uma programação especial que uniu arte, memória, movimento e novas experiências no Museu Solar dos Mellos. O intercâmbio Longevidade e Arte proporcionou às participantes um encontro com diferentes manifestações artísticas e sensoriais, reforçando a importância da cultura como espaço de convivência, expressão, valorização das histórias de vida e descoberta de novas possibilidades. A programação contou com a exposição “Entre Viventes”, do fisioterapeuta, integrante da equipe do programa e artista autodidata Geraldo Barreto, além da atividade de cromoterapia “Azul”, conduzida pela professora de dança e alongamento Fábia Shufi. A iniciativa aproximou as participantes das artes e criou um ambiente de acolhimento, percepção e troca, valorizando a criatividade e o bem-estar.
A “Aula Azul” foi marcada por alongamento e exercícios de percepção corporal. Em um espaço aromatizado, com iluminação especialmente preparada para a atividade, as participantes puderam desacelerar, relaxar e vivenciar um momento de respiração e concentração, associado à sensação de tranquilidade e paz.
Outro destaque foi a exposição “Entre Viventes”, que reuniu cerca de 30 telas produzidas por Geraldo Barreto. As obras, elaboradas com técnicas que utilizam acrílico e materiais sobre vidro, apresentam diferentes cores, formas e texturas e propõem um movimento entre o micro e o macrocosmo — das células ao universo. A produção artística convida o público a observar, interpretar e experimentar diferentes sensações e percepções. As telas destacam muitas cores, força, suavidade, além de células, seres élficos e imaginários, árvores e oceano fizeram sucesso e foram aprovadas.
Entre as participantes, Luísa Lima, de 70 anos, ficou encantada com as obras.
“Eu amei as telas. São muito bonitas e a gente fica olhando e descobrindo detalhes. Foi uma experiência muito gostosa”, comentou. Para Jacira da Silva, de 64 anos, a atividade também foi uma oportunidade de sair da rotina e vivenciar um momento diferente junto às colegas do programa. “ É muito importante participar de atividades que promovem integração e contato com a cultura. Estou emocionada e feliz com tudo que vivi e pude apreciar hoje”, falou.Arte
Aos 69 anos, o fisioterapeuta e artista plástico Geraldo Barreto conta que sua relação com a arte é marcada por memórias afetivas e experiências construídas ao longo da vida. Para ele, apresentar seu trabalho no Solar dos Mellos representa também uma oportunidade de aproximar as pessoas da arte e estimular novas formas de olhar para as próprias histórias.
“Cresci em um ambiente de artistas — na música, na culinária e na dança Lembro da minha avó, do quintal da casa da minha família e me emociono com essas memórias afetivas e com tudo o que aprendi ao longo dos meus 69 anos. Já fiz uma exposição na Galeria Hindemburgo e, agora, apresento ‘Entre Viventes’. Meu desejo é que cada obra possa despertar uma lembrança, uma emoção, uma pergunta ou, simplesmente, um momento de presença”, destacou o artista.
Geraldo também ressaltou que “Entre Viventes” nasceu da vontade de estabelecer conexões entre a produção artística e as histórias das pessoas que visitam a exposição.
“Cada pessoa traz dentro de si um universo de histórias, emoções, sentimentos, afetos, desafios, descobertas e transformações vividas ao longo do tempo. A passagem dos anos não encerra caminhos. Ela pode abrir novos caminhos, ampliar possibilidades e despertar novos desejos, novas formas de criar, experimentar e viver. Por isso, este intercâmbio é mais do que um encontro entre pessoas e obras. É um encontro entre a arte e o tempo, entre histórias de vida e novas possibilidades”, afirmou.
A Secretária Municipal de Cultura, Waleska Freire, destacou o papel do Museu Solar dos Mellos como espaço de memória, cultura e aproximação da população com diferentes manifestações artísticas.
“Levar atividades e exposições ao público da Melhor Idade amplia o acesso à cultura e cria oportunidades para que os participantes reconheçam suas próprias trajetórias nas experiências proporcionadas pelo espaço. É muito importante que o Solar dos Mellos seja também um lugar de encontro, de descobertas e de acesso às artes. As exposições permitem que diferentes públicos tenham contato com a produção artística, conheçam novos olhares e também compartilhem suas próprias histórias e experiências. Quando recebemos as pessoas neste espaço, criamos uma troca muito rica entre memória, arte e conhecimento”, afirmou Waleska.
A coordenadora do Programa Macaé Cidade da Melhor Idade, Magali Oliveira, ressaltou que a proposta de promover atividades diferenciadas ao longo do mês contribui para ampliar as experiências das participantes e fortalecer os vínculos de convivência.
Segundo Magali, o contato com a arte possibilita novas formas de expressão e estimula memórias, sentimentos e percepções.
“Cada atividade é pensada para proporcionar uma experiência diferente. Hoje, conseguimos unir movimento, relaxamento, arte e cultura em um mesmo encontro. É muito gratificante ver as participantes envolvidas, observando as telas, trocando impressões e vivendo esse momento no Solar dos Mellos”, destacou.
A programação reforça a proposta do Programa Macaé Cidade da Melhor Idade de proporcionar atividades que estimulem a convivência, o bem-estar, a criatividade e a participação social, valorizando a longevidade como uma etapa marcada por possibilidades de aprendizado, expressão e novas vivências.

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