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Deep techs já podem se inscrever em edital que investirá até R$ 100 mil em soluções na área de oncologia

Deep techs já podem se inscrever em edital que investirá até R$ 100 mil em soluções na área de oncologia

Estão abertas as inscrições para um desafio que incentiva o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à área de oncologia, que sejam aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Edital Inova SUS prevê o aporte financeiro de até R$ 100 mil em deep techs, que podem se inscrever na plataforma Sebrae Startups.

O edital integra o Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde – Hackathon SUS e foi lançado pelo Sebrae e pelo Ministério da Saúde no último dia 17, durante a abertura da Feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa é resultado do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Sebrae, os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que coordena a rede de Hospitais Universitários, e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O objetivo é apoiar empresas de base tecnológica em saúde e hospitais universitários por meio de ações de capacitação, qualificação em regulação sanitária e incentivo à inovação. Durante o lançamento do edital, o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, destacou a importância da inovação para a saúde pública do país. “Hoje, vemos outros países puxando a inovação pelo sistema de defesa, mas no Brasil é diferente. É muito bonito ver o nosso sistema de saúde puxar a inovação no nosso país”, comentou.

Sobre o edital

Com execução prevista até abril de 2027, o edital vai selecionar, acelerar e premiar startups brasileiras da área da saúde capazes de desenvolver dispositivos médicos e soluções tecnológicas que enfrentem desafios reais da oncologia, com potencial de impacto social, escalabilidade e sustentabilidade econômica.

O Sebrae vai apoiar 15 startups selecionadas, sendo três por região do país, por meio de ações de aceleração durante seis meses. As startups participantes terão dois desafios. O primeiro será o de criar um dispositivo médico para diagnóstico e monitoramento clínico em oncologia. O segundo é desenvolver instrumentais e dispositivos (ativos ou não ativos) para ampliação da capacidade cirúrgica oncológica.

No fim do processo, as melhores soluções serão premiadas com recursos do Ministério da Saúde, sendo R$ 100 mil para o primeiro lugar; R$ 50 mil para o segundo e R$ 30 mil para o terceiro. Além do reconhecimento financeiro, as startups participantes terão acesso a mentorias, capacitações e ambientes de experimentação, ampliando as chances de validação e incorporação das soluções desenvolvidas ao SUS.

A parceria também prevê a capacitação de pequenas empresas inovadoras em aspectos regulatórios, tanto em relação às exigências da Anvisa quanto aos requisitos necessários para a incorporação de tecnologias no SUS.

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