“Que todas as pessoas no território brasileiro sejam tratadas no mesmo patamar de dignidade.”
Numa palavra: igualdade, uma garantia que tem um artigo na Constituição Federal só para ela, o artigo 5º.
O depoimento de Raquel Dodge no documentário “Vidas Descartáveis” evidencia que, em ambiente democrático, igualdade e dignidade são conceitos inseparáveis.
À época da produção do documentário, ela era Procuradora-Geral da República, ocupante do cargo mais alto no Ministério Público Federal.
Uma das atribuições do MPU, por meio do Ministério Público do Trabalho, é justamente averiguar a dignidade da pessoa humana nas relações entre patrões e empregados.
No popular: garantir que o artigo 5º da Constituição seja pra valer. Um dos desafios é erradicar o trabalho análogo à escravidão.
O documentário “Vidas Descartáveis” revela as persistentes faces da escravidão no Brasil contemporâneo, no meio rural, na indústria têxtil, nos domicílios. Um crime lucrativo em que pessoas são tratadas como se fossem propriedade e valem menos que os bens que produzem.
“Vidas Descartáveis” será exibido neste sábado, 1º de agosto, às 21h, na TV Senado.
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