A rede municipal de ensino está mobilizada com a realização das Feiras de Ciências nas unidades escolares da área central, bairros e região serrana. No Lagomar, a Escola Municipal Paulo Freire promove, nesta quinta (24) e sexta-feira (25), uma programação que reúne estudantes do Ensino Fundamental em torno do tema “Mulheres Cientistas”. mA iniciativa busca estimular a curiosidade, a investigação e o interesse pela Ciência, aproximando os alunos da produção do conhecimento e mostrando que a pesquisa também pode fazer parte do cotidiano escolar. Nesta quinta-feira (24), a partir das 9h e das 14h, será a vez dos estudantes do Ensino Fundamental I, do 1º ao 5º ano, apresentarem os trabalhos desenvolvidos. Na sexta-feira (25), a programação será dedicada aos alunos do Ensino Fundamental II, do 6º ao 9º ano, nos mesmos horários. A atividade integra o calendário escolar e envolve a comunidade escolar na apresentação de pesquisas, experiências e projetos elaborados pelos estudantes.
Com 1.370 alunos, a Escola Municipal Paulo Freire vem utilizando a Feira de Ciências como uma oportunidade para desenvolver o protagonismo estudantil e valorizar talentos. Os trabalhos foram construídos de forma interdisciplinar, envolvendo não apenas o componente curricular de Ciências, mas também áreas como Geografia, Arte, Matemática, Língua Portuguesa e História. A unidade conta ainda com laboratórios móveis, utilizados como apoio às atividades e à produção dos projetos.
Além de proporcionar aos estudantes uma experiência prática de pesquisa, a Feira de Ciências contribui para o desenvolvimento da autonomia, da criatividade, da capacidade de formular perguntas, buscar informações, testar possibilidades e apresentar resultados. Dessa forma, o aluno deixa de ser apenas receptor de conteúdos e passa a participar ativamente da construção do conhecimento.
Os quatro trabalhos selecionados como destaque da unidade terão a oportunidade de representar a escola na FECIMAC – Feira de Ciência, Inovação e Tecnologia de Macaé, iniciativa que reúne projetos desenvolvidos por estudantes da rede de ensino do município e amplia o espaço para a divulgação da produção científica e tecnológica realizada nas escolas. Todos os participantes da Feira na unidade receberão certificados e haverá premiação para os trabalhos.
A participação em eventos como a FECIMAC também possibilita que os estudantes conheçam outras pesquisas, troquem experiências e tenham contato com diferentes formas de produzir e apresentar conhecimento científico. Os projetos que avançam para etapas posteriores podem ainda integrar iniciativas como a FECTI – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, evento que reúne trabalhos de estudantes de diferentes municípios e instituições de ensino do estado, ampliando a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no ambiente escolar.
Segundo a diretora da Escola Municipal Paulo Freire, Simone Carvalho, a escolha do tema “Mulheres Cientistas” teve como objetivo apresentar aos estudantes a trajetória de mulheres que se destacaram na pesquisa e na produção científica.
“Alunos que pesquisam são alunos que aprendem. É importante ver o envolvimento de todos, corpo docente e alunos, na elaboração de trabalhos que enfoquem e valorizem as mulheres. O mundo é feito por mulheres, mas, a cada dia, precisamos provar tudo e muito mais. Mulheres estudam, mulheres pesquisam e fazem acontecer. Portanto, nossa Feira, neste ano, falará de todas as mulheres e suas pesquisas”, destacou Simone.
A diretora também elogiou o envolvimento da equipe escolar na preparação dos projetos e a importância de transformar a pesquisa em uma experiência coletiva de aprendizagem. Com 12 anos de funcionamento, a Escola Municipal Paulo Freire conta ainda com os diretores adjuntos Pueblo Peçanha e Eliares Oliveira.
“A realização das Feiras de Ciências nas escolas municipais fortalece, assim, uma proposta de educação que incentiva a investigação desde os primeiros anos do Ensino Fundamental. Ao pesquisar, experimentar, construir hipóteses e compartilhar descobertas, os estudantes desenvolvem habilidades que vão além dos conteúdos curriculares e passam a compreender a Ciência como uma ferramenta para conhecer, questionar e transformar a realidade”, finalizou a diretora.
