Iniciativa é uma parceria entre a Fundação, Associação Jubarte, Ceam e Secretaria de Assistência Social e visa acolhimento e geração de renda para mulheres vítimas de violência

Uma solenidade realizada na sede administrativa Maestro Maurício Libardi Júnior da Fundação Rio das Ostras de Cultura, na quarta-feira, dia 1 de junho, marcou o lançamento do “Projeto Marias”. A iniciativa foi idealizada pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) em parceria com a Jubarte Associação de Artesãos de Rio das Ostras, a Fundação de Cultura e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social e visa oferecer acolhimento, rede de apoio e geração de renda para mulheres vítimas de violência.
O Projeto prevê a realização de oficinas de artesanato, promovidas pela Jubarte, para que as mulheres consigam manter uma renda com a venda dos produtos confeccionados. A comercialização, que também será feita pela Associação para que elas não apareçam, será feita em vários pontos espalhados pela Cidade, como no espaço da Jubarte no Shopping Plaza Rio das Ostras, no Hotel Vilarejo e na loja da Associação.
A ideia inicial foi criar as “Marias”, que são três bonecas que contam com uma representatividade maior incorporando emoção, de forma acolhedora, tendo em vista a história de suas criadoras.
“O objetivo é sensibilizar os compradores e criar produtos que mostrem o propósito do projeto que é o de acolhimento às mulheres vítimas de violência. Queríamos algo que fosse além do material tradicional, como paninhos de prato ou de mesa. Dizem que as três bonequinhas devem ser utilizadas quando a pessoa estiver passando por uma dificuldade. É só contar seu problema para uma delas, antes de dormir, que a solução surgirá logo”, explicou Rosemarie Teixeira, presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura.
As artesãs criadoras escolhem nomes fictícios ligados a “Maria” para que elas não sejam identificadas, já que muitas delas podem estar com medidas protetivas. Inicialmente elas são “Maria Esperança”, “Maria Sorriso”, “Maria Alegria” e “Maria Coragem”. O Projeto também conta com as “Marias Auxiliadoras”, que são pessoas e entidades que estão dispostas a auxiliar e contribuir para o projeto da forma que puder, como no caso da própria Fundação e da Jubarte.
É importante ressaltar que o material para confecção das bonecas será oriundo, inicialmente, do projeto DoAr-Te, da Fundação, que arrecada sobras de materiais reutilizáveis para serem usados nas oficinas gratuitas de artesanato.
Para a presidente da Associação Jubarte, Marisa Dias, esse projeto é uma autêntica rede de apoio para as mulheres vítimas de violência. “Essa é uma ação acolhedora em que faremos com que as mulheres acreditem que elas podem dar continuidade às suas vidas de forma digna e, sim, ter uma possibilidade real de geração de renda com o seu próprio trabalho”, explicou Marisa.
Segundo Cristina Lúcia Santana de Souza, responsável pelo Ceam de Rio das Ostras, a ideia surgiu após uma conversa com a psicóloga da Unidade, em 2025. “Por conta dos atendimentos que fazemos no Centro, a nossa psicóloga Fabiana, apresentou essa ideia e fomos buscar parcerias para que pudéssemos colocá-la em prática. De imediato conseguimos o apoio da Jubarte e quando levamos para a Fundação, a nossa rede foi aumentando e se consolidando. Agora é uma realidade. O público precisa se sensibilizar sobre a história das bonecas e da dificuldade de cada mulher vítima de violência”, disse.
Já o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social, Carlos Correia, ressaltou a importância da criação de políticas públicas que aproximem as pessoas e o poder público de forma acolhedora. “Estamos juntos nesse projeto que visa o apoio a mulheres vítimas de violência e em estado de vulnerabilidade. Em breve teremos muitas novidades nesse sentido”, esclareceu.
Participaram ainda da solenidade a presidente da Comissão de Prevenção e Combate à Violência contra a Mulher da 52ª Subseção da OAB – Rio das Ostras, Esmeralda Paes Maciel Lima, a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Tamiris Miranda, servidoras da Prefeitura e artesãs da Associação Jubarte.