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Na comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados, Motta reforça defesa da democracia

Na comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados, Motta reforça defesa da democracia

Na comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados, Motta reforça defesa da democracia

Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Entrevista Rádio Câmara. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB).
Motta concede entrevista à Rádio Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quarta-feira (6), em entrevista à Rádio Câmara, a valorização da Constituição Federal. Ele afirmou que o país vive um momento democrático e disse que a Carta deve orientar as decisões públicas.

“É sempre importante reforçar o momento em que o País vive exaltar nossa Constituição, nossa Carta Magna, para que seja sempre o nosso norte para tomar qualquer decisão”, defendeu o presidente.

A entrevista também abordou a comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados. A sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa foi realizada em 6 de maio de 1826, quando deputados e senadores passaram a atuar no processo legislativo brasileiro.

PEC 6×1
Motta voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. Segundo ele, a mudança pode dar aos trabalhadores mais tempo para lazer, família e saúde. O presidente disse que a proposta deve ser debatida com cautela e responsabilidade. Para ele, o texto deve atender às demandas dos trabalhadores sem prejudicar a produtividade no país.

“É uma mudança muito estruturante, pois terá impactos positivos e irão requerer cuidado com economia, para que algo muito positivo não seja danoso para a produtividade. Cautela e diálogo para que a melhor saída possa ser dada, mas essa pauta é um compromisso da câmara com os trabalhadores”, disse Motta.

Misoginia
Em relação ao projeto que criminaliza a misoginia (PL 896/23), Motta afirmou que o país tem números de violência contra a mulher que envergonham. O projeto equipara misoginia (ódio ou aversão a mulheres) ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. A proposta prevê penas de 2 a 5 anos de prisão, visando combater discursos de ódio e discriminação baseados na crença na supremacia masculina.

Ele lembrou a assinatura do pacto entre os Três Poderes contra o feminicídio e citou diversos projetos aprovados pela Câmara de combate à violência contra a mulher, como o que coloca a tornozeleiras eletrônica em agressores de mulher, que endureceram as penas contra quem comete violência contra a mulher ou que previnem a violência, como o “antes que aconteçam”,

“Não vamos permitir nenhum tipo de violência contra as mulheres em nenhum nível, e precisamos ter meios legais. Estamos dizendo à sociedade que aquilo que elas estão sofrendo também dói em nós e que temos a responsabilidade de representar esse sentimento”, defendeu Hugo Motta.

Terras Raras
Por fim, o presidente  defendeu a aprovação do projeto que cria o marco legal sobre os minerais críticos, as chamadas terras raras. Para ele, a proposta, que deve ser votada esta semana no Plenário, vai garantir os interesses nacionais e abrir a exploração dos minerais críticos para o resto do mundo.

Hugo Motta afirmou que o objetivo é fazer com o que o País não seja apenas um exportador de commodities, mas possa produzir riqueza e gerar valor agregado com investimentos em educação e tecnologia.

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