Criatividade, sustentabilidade e expressão artística se encontram nas oficinas realizadas todas as terças-feiras, às 14h e às 16h, no no Centro de Convivência e Cultura Benedicto Lacerda (CECO). Aberta à população, sem precisar de cadastro (basta chegar e participar), a iniciativa busca ampliar o acesso à arte e estimular a participação da população em atividades culturais e de convivência, valorizando processos criativos que unem expressão, sustentabilidade e sensibilidade. A primeira oficina, às 14h, é a “Luz e Sombra”, que trabalha Durante o período, desenhos, poemas e textos literários ganham novas formas a partir do uso de materiais sustentáveis e da exploração dos efeitos de luz e sombra. A proposta é transformar a criação artística em uma experiência prática, na qual cada participante pode experimentar, criar e descobrir novas possibilidades de expressão.
A segunda, “Descart: Oficina de Criação com Papelão Reciclado”, às 16h, trata sobre a ressignificação da lógica da produção em massa, utilizando o papelão, um dos maiores símbolos do descarte e da logística industrial, e transformá-lo em arte. Os participantes terão a oportunidade de explorar técnicas de corte, colagem, dobra e montagem para criar esculturas tridimensionais, como a figura do espantalho de papelão que ilustra o material de divulgação.
Segundo a coordenadora das atividades, Luciana Marins, não se trata de um curso, mas de oficinas de resultados terapêuticos e aprendizagem de arte que podem gerar renda, inclusive. Para ela, esse é um exemplo de como materiais simples podem ser transformados em obras com personalidade. Com duração aproximada de 1h30, cada oficina estimula a experimentação de técnicas.
“Na primeira, a proposta pedagógica tem início em uma conversa reflexiva mediada por poesias, textos e letras de música. Oficina prática onde desenhos, poemas e textos literários despertam a criatividade com materiais sustentáveis, ganhando vida através da magia da luz e da sombra. Na segunda oficina, ressignificamos a lógica da produção em massa, utilizando o papelão, um dos maiores símbolos do descarte e da logística industrial, e transformá-lo em arte”, observa Luciana.
Reciclagem e arte
Professora nas oficinas, a fisioterapeuta Lucia São Thiago da Costa Pereira fala sobre a importância de se usar materiais recicláveis, sustentáveis, como caixa de leite, tampas das quentinhas de isopor e tinta semelhante à usada em impressão de jornal.
“Vamos fazer gravuras e monotipias. Gravuras é quando a gente faz uma base, por exemplo, na caixa de leite. A gente desenha na caixa de leite, aí fica marcado. Aí a gente passa um rolo com a tinta e aí faz tipo um carimbo. Então, dá pra fazer várias cópias daquela imagem. E a monotipia é quando a gente passa a tinta, por exemplo, em um azulejo, bota um papel em cima e a gente desenha no papel. Quando a gente tira, do outro lado vai estar o desenho”, explica a profissional, que é pós-graduada em Acupuntura, Arteterapia e Cuidado a Usuários de Álcool e Outras Drogas.
Atuante no Caps-ad e CECO, Lucia acrescenta que a ideia é que a gente use textos, poemas, letras de música, e que abra para uma conversa sobre um tema, e, através dessa discussão, contextualizar na criação das imagens.
“E nessa oficina também, a gente vai poder utilizar os papéis até da própria Casa da Convivência, que as equipes usam. A gente bate no liquidificador, faz uma massa com água e cola e tem um molde”, observa.
O Centro de Convivência e Cultura Benedicto Lacerda (CECO), fica na área central da cidade, à Rua Visconde de Quissamã, 482.
