A aula inaugural ‘Polilaminina: passado, presente e futuro’, ministrada pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, criadora da substância que em estudo acadêmico inicial com oito pacientes com lesões agudas completas na medula espinhal registrou melhora neurológica em seis deles (75%), será transmitida por meio deste link.. A palestra será realizada, nesta sexta-feira (14), à s 10h30, no auditório do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem/UFRJ), que atingiu lotação por reservas. A aula será especialmente para os alunos da segunda turma do curso de Biomedicina do Nupem, que começou no semestre passado, e do curso de Biologia, também aberta a estudantes da UFRJ e a autoridades. A polilaminina pode recuperar movimentos após lesão medular. No último dia 4, a revista cientÃfica Spinal Cord (Springer Nature) publicou o artigo cientÃfico ‘Intramedullary injection of polymerized laminin in acute traumatic spinal cord injury: a first-in-human pilot study’, sobre o primeiro teste da polilaminina em seres humanos. O estudo com oito pacientes (2018 a 2021) foi revisado por pares. O objetivo foi avaliar a segurança da aplicação da polilaminina diretamente na medula, que ficou comprovada. Seis dos pacientes apresentaram algum grau de recuperação motora ou sensorial.
No Brasil, mais de 100 pacientes já receberam a substância por meio de decisões judiciais ou autorizações de uso compassivo. Isso porque a eficácia definitiva ainda precisa ser comprovada em ensaios clÃnicos controlados. O estudo clÃnico de fase 1, para avaliar a segurança da substância e monitorar eventos adversos, foi autorizado pela Anvisa em 2025. Avançando para as fases 2 e 3, será avaliada a eficácia da substância e a amostra será ampliada. A pesquisa de Tatiana Sampaio já inclui estudos em laboratório para ampliar o uso em lesões crônicas, com testes em hospitais. O Comitê de Ética do Hospital das ClÃnicas da Universidade de São Paulo (USP) aprovou o inÃcio da nova fase de testes clÃnicos.
Tatiana Sampaio é a chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ). Ela tem mestrado e doutorado em Ciências pela UFRJ e é Pós-Dra. pela Universidade de Illinois (EUA) e pela Universidade de Erlangen-Nuremberg (Alemanha).
