Mais do que pedalar, foi um gesto de amor, acolhimento e solidariedade. A 5ª edição do Pedal Azul – Causa Autista reuniu participantes em Macaé, neste domingo (1º), em uma mobilização que uniu esporte e conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa também arrecadou alimentos não perecíveis destinados às famílias assistidas pela Associação Motivados pelo Autismo de Macaé (MOPAM). Com concentração no Beco das Artes, na Lagoa de Imboassica, o evento convidou a população a vestir azul e participar de uma corrente de solidariedade. A proposta foi chamar a atenção para a importância do respeito às diferenças e transformar a empatia em atitudes concretas de apoio às famílias.
Para a coordenadora-geral de Políticas para Pessoas com Deficiência de Macaé, Caroline Mizurine, o Pedal Azul teve papel importante na ampliação do diálogo com a sociedade e no enfrentamento ao preconceito.
“O Pedal Azul vai além do esporte: é uma ação viva que leva a conscientização sobre o autismo para as ruas de Macaé. A realização deste evento é fundamental para combater o preconceito, acolher as famílias e dar visibilidade à neurodivergência”, destacou.
Caroline ressaltou ainda que a mobilização fortalece a rede de apoio no município e aproxima o poder público das instituições e da população.
“Para a nossa Coordenação, consolidar iniciativas como essa fortalece a rede de inclusão no município e valida as políticas públicas que executamos no dia a dia. Uma Macaé verdadeiramente inclusiva se constrói unindo o poder público e a participação de toda a sociedade”, afirmou.
Solidariedade que chega às famílias
Os alimentos arrecadados durante o evento serão destinados à MOPAM, instituição que acolhe e apoia famílias de pessoas autistas em Macaé. A ação reforçou o caráter beneficente do Pedal Azul, mostrando como a participação da comunidade pode contribuir diretamente para o cotidiano de quem precisa de apoio.
Organizado por Eduardo Stembach e Vicente Passos, o evento contou com o apoio da Prefeitura de Macaé, por meio das secretarias municipais de Esportes e Mobilidade Urbana, além de parceiros.
Um dos idealizadores da iniciativa, Vicente Passos, professor da Secretaria Municipal de Esportes, avaliou positivamente a mobilização e destacou o crescimento do evento ao longo dos anos. Segundo ele, o Pedal Azul vem reunindo cada vez mais famílias, ciclistas, amigos e apoiadores em torno da causa autista.
“Para nós, é uma satisfação ver que o Pedal Azul vem crescendo a cada ano e que as pessoas estão entendendo que ele é muito mais do que um passeio ciclístico. É um momento de reunir famílias, ciclistas, amigos e a sociedade em torno de uma causa que precisa de cada vez mais visibilidade”, afirmou.
Vicente lembrou que a edição anterior superou a expectativa de arrecadação de alimentos. A organização esperava reunir três toneladas, mas alcançou aproximadamente cinco toneladas, resultado que demonstrou o envolvimento da população com a iniciativa.
“A nossa expectativa para essa 5ª edição é muito boa. E, acima de tudo, queremos cada vez mais famílias participando e entendendo que o azul representa respeito, empatia e inclusão”, ressaltou.
Reconhecimento e continuidade
Entre os avanços destacados por Vicente está o reconhecimento oficial do Pedal Azul no calendário municipal, com a criação do Dia Municipal do Pedal Azul. Para ele, a medida representa o reconhecimento de um trabalho que nasceu da sociedade e cresceu com a participação de diferentes pessoas e instituições.
“É importante manter essa iniciativa no calendário porque conscientização não pode acontecer só uma vez. A cada ano podemos alcançar novas pessoas, envolver novas famílias e ampliar essa conversa sobre autismo e inclusão”, afirmou.
O idealizador reforçou que o propósito é manter a essência do evento: utilizar o esporte para aproximar pessoas, a solidariedade para apoiar quem precisa e a conscientização para ampliar o respeito às pessoas autistas e seus familiares.
