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Prefeito de Macaé se reúne com representantes do “Selo Azul Cidades Costeiras”

Prefeito de Macaé se reúne com representantes do “Selo Azul Cidades Costeiras”

Prefeito de Macaé se reúne com representantes do “Selo Azul Cidades Costeiras”

O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, se reuniu – na tarde desta sexta-feira – com os responsáveis pelo “Selo Azul Cidades Costeiras”, “certificação voltada ao reconhecimento de municípios comprometidos com a gestão sustentável do litoral. Durante o encontro, Welberth recebeu um panorama sobre o andamento do processo de adesão, além de um relatório com índices avaliados pelo grupo.
“Macaé tem uma relação histórica e econômica muito forte com o mar, e esse processo nos ajuda a transformar essa vocação em uma estratégia permanente de desenvolvimento sustentável. Queremos avançar integrando preservação ambiental, geração de oportunidades, pesca, turismo, energia, inovação e qualidade de vida, aproveitando todo o potencial que a nossa cidade possui”, destacou o prefeito Welberth Rezende, complementando de que o objetivo é deixar uma construção sólida para o futuro. “Mais do que conquistar uma certificação, queremos que esse trabalho deixe um legado para Macaé, fortalecendo políticas públicas e construindo uma nova cultura de relação da cidade com o seu litoral. Vamos trabalhar para atender aos requisitos necessários e consolidar essa agenda como parte do futuro do município”.

Os dados foram apresentados pelo vice-presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro – FACERJ, Maurício Cabral; e pelos professores do Centro de Estudos das Cidades do Insper, e Antônio Pinaud e Renato Regazzi. As entidades, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar – ABEEMAR e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil – CACB, atuam no processo de certificação do “Selo Azul”.
A reunião contou com a presença de secretários das áreas ligadas à chamada “Economia Azul”: Sylvio Mussi Lopes Teixeira, de Desenvolvimento Econômico; Marcello Cardoso Ribeiro, Ambiente, Sustentabilidade e Clima; Lucas Jardim, de Pesca e Aquicultura; Léo Anderson, de Turismo; Juninho Luna, de Governo; Joseferson de Jesus, da Defesa Civil, e Rodrigo Vianna, de Políticas Energéticas; além da secretária-executiva do Comitê de Governança Azul, Mariana Previtali; Marcos Túlio Benjamin, presidente da Agência Reguladora de Saneamento Básico do Município de Macaé (AGERSAN) e de Rômulo Campos, Gerente do Escritório de Gestão, Indicadores e Metas (EGIM), da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão.
“A gente vai trabalhar na perspectiva de preencher as lacunas que a gente não tiver e os indicadores necessários para a gente conseguir essa certificação. A gente vai trazer as demandas das secretarias e adaptá-las aos novos indicadores que serão necessários”, relatou Rômulo Campos, gerente do EGIM.

O encontro desta sexta-feira faz parte de um cronograma de atividades que durou três dias e incluiu um treinamento para gestores municipais, na quarta-feira, e visitas a secretarias e órgãos da Prefeitura. O objetivo era verificar quantos dos 20 requisitos estabelecidos para a obtenção do “Selo Azul” já foram atendidos e orientar o Município para o cumprimento das demais exigências.
Agora, o trabalho dos auditores será compilar os dados obtidos durante a visita ao Município.
“A gente vai iniciar o processo de elaboração do relatório de certificação. Esse é um processo um pouco complexo, demorado, porque são 20 requisitos e 210 evidências. E há um conjunto de evidências ainda a serem encaminhadas. Nós temos que começar também um processo de assistência técnica especializada. É uma caminhada”, explica o professor do Insper, Antônio Pinaud.

Antes do encontro com o prefeito, o grupo esteve – pela manhã – na Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, onde conversou com o secretário Marcello Cardoso Ribeiro e representantes da área.
“A gente já realiza algumas atividades ligadas à Economia Azul e a gente tem algumas outras que precisam ser alinhadas e desenvolvidas. E, com a adesão do Selo Azul, a gente vai estar capacitando ainda mais a Secretaria e o município para que se torne mais um motor, mais uma propulsão da economia”, disse o secretário.

No dia anterior, as visitas foram às Secretarias Municipais de Pesca, de Posturas e de Turismo, onde o titular da pasta, Leo Anderson, se mostrou confiante.
“Fizemos um apanhado de algumas realizações que já fizemos e escutamos algumas solicitações que iremos procurar atender. Somos muito otimistas de que vai sair um bom resultado. A cidade é pioneira, né? Como em muitos outros aspectos, a gente sempre anda na frente e vai nos ajudar muito a trabalhar não só a questão da parte econômica, como também a questão turística, de você promover a cidade”.

Para a secretaria-executiva do Comitê de Governança Azul, Macaé mostrou que já cumpriu várias exigências.
“A gente conseguiu levantar com todas as secretarias envolvidas esses pré-requisitos, programas, ações, bancos de projetos, programas de recuperação, programas de desenvolvimento da pesca artesanal com sustentabilidade. E, na próxima fase, a gente consolida todas as informações recebidas para que eles possam calcular o percentual de adesão para que, enfim, a gente ganhe o primeiro ‘Selo Azul’ do País”, explica Mariana Previtali.
O Selo AzulO Selo Azul Cidades Costeiras é uma certificação que reconhece municípios que adotam boas práticas na gestão do litoral, conciliando preservação ambiental, desenvolvimento econômico sustentável e qualidade de vida. Cerca de 30 cidades brasileiras também têm interesse em conquistar o título.
Macaé, no entanto, já avançou em algumas etapas no processo, que pode durar de um ano a um ano e meio. O município foi o primeiro a aderir à certificação, em julho: criou o Comitê de Governança Azul.
“O que nós vemos em relação aos itens requisitos da economia azul é que Macaé, com certeza, em torno de dez meses já tem condições de receber essa certificação. A Prefeitura já está fazendo política pública da economia azul, isso que a gente está constatando”, complementa o professor Renato Regazzi, também do Insper.

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