A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, lança nesta terça-feira (20) o livro Mulher: a liderança em 10 lições. Na obra, ela compartilha aprendizados e vivências acumulados em mais de dez anos à frente na função. O lançamento será às 18h, na Livraria da Travessa do Casa Park, em Brasília.
Destinada a mulheres que desejam ocupar, sustentar e transformar espaços de decisão, a publicação combina relato pessoal, conceitos sobre desigualdade de gênero e orientações aplicáveis à vida profissional.
O livro é dividido em três partes: uma introdução conceitual; dez lições que Ilana extraiu de experiências pessoais; e uma seção voltada à atuação das mulheres no cotidiano, independentemente de ocuparem ou buscarem postos de liderança.
— A terceira parte do livro se chama “Agora só falta você”. É uma parte que não é só para mulheres líderes, é para todas as mulheres. Mostra como todas nós podemos agir, podemos intervir no cotidiano, podemos ter atitudes que facilitem o trânsito das mulheres em todo o espaço público — explicou.
Da estrutura à ação
A primeira parte do livro apresenta as bases necessárias para compreender por que talento, dedicação e mérito individual não bastam para produzir igualdade. O livro mostra como barreiras aparentemente invisíveis influenciam reconhecimento, remuneração, acesso a redes e permanência em posições de comando.
— Qual é a função da primeira parte? Que as mulheres entendam que aquilo que, às vezes, parece algo direcionado a elas (uma inconsistência, uma dificuldade) na verdade é estrutural — disse.
O livro busca oferecer instrumentos para que mulheres ampliem a própria autonomia sem assumir individualmente a culpa por obstáculos produzidos pela sociedade e pelas organizações. Segundo Ilana, nada impede as mulheres de chegarem a postos de liderança, mas os desafios são maiores.
— A pista em que a mulher corre tem mais dificuldades do que a pista do homem. O que não nos impede de chegar, de jeito nenhum. Só que a gente vai ter que ter habilidades, vai ter que ter disposição, vai ter que insistir, vai ter que fazer escolhas, vai ter que fazer sacrifícios que, às vezes, o homem não precisa fazer — destacou.
A partir dessa introdução, a diretora-geral apresenta dez lições construídas a partir da prática. Os capítulos também tratam da equidade dentro de casa, da organização do tempo, das competências desenvolvidas pela maternidade, da formação de redes de relacionamento e da necessidade de tornar visíveis as próprias realizações.
Nas páginas finais, Ilana apresenta os três “C” que sintetizam sua visão de liderança: confiança, competência e cuidado. Ela propõe mudanças cotidianas relacionadas à linguagem, à solidariedade entre mulheres, ao compartilhamento de conhecimento, à participação política e à construção de ambientes seguros. Para a autora, a liderança vai além da ocupação de um cargo.
— A liderança nem sempre vai ser um cargo, uma caixinha no organograma. A liderança é a capacidade que você tem de influenciar, de dirigir, de inspirar, de ser um exemplo e de realizar. E isso eu tenho certeza que as mulheres têm de sobra.
Serviço
Destinada a mulheres que desejam ocupar, sustentar e transformar espaços de decisão, a publicação combina relato pessoal, conceitos sobre desigualdade de gênero e orientações aplicáveis à vida profissional.
O livro é dividido em três partes: uma introdução conceitual; dez lições que Ilana extraiu de experiências pessoais; e uma seção voltada à atuação das mulheres no cotidiano, independentemente de ocuparem ou buscarem postos de liderança.
— A terceira parte do livro se chama “Agora só falta você”. É uma parte que não é só para mulheres líderes, é para todas as mulheres. Mostra como todas nós podemos agir, podemos intervir no cotidiano, podemos ter atitudes que facilitem o trânsito das mulheres em todo o espaço público — explicou.
Da estrutura à ação
A primeira parte do livro apresenta as bases necessárias para compreender por que talento, dedicação e mérito individual não bastam para produzir igualdade. O livro mostra como barreiras aparentemente invisíveis influenciam reconhecimento, remuneração, acesso a redes e permanência em posições de comando.
— Qual é a função da primeira parte? Que as mulheres entendam que aquilo que, às vezes, parece algo direcionado a elas (uma inconsistência, uma dificuldade) na verdade é estrutural — disse.
O livro busca oferecer instrumentos para que mulheres ampliem a própria autonomia sem assumir individualmente a culpa por obstáculos produzidos pela sociedade e pelas organizações. Segundo Ilana, nada impede as mulheres de chegarem a postos de liderança, mas os desafios são maiores.
— A pista em que a mulher corre tem mais dificuldades do que a pista do homem. O que não nos impede de chegar, de jeito nenhum. Só que a gente vai ter que ter habilidades, vai ter que ter disposição, vai ter que insistir, vai ter que fazer escolhas, vai ter que fazer sacrifícios que, às vezes, o homem não precisa fazer — destacou.
A partir dessa introdução, a diretora-geral apresenta dez lições construídas a partir da prática. Os capítulos também tratam da equidade dentro de casa, da organização do tempo, das competências desenvolvidas pela maternidade, da formação de redes de relacionamento e da necessidade de tornar visíveis as próprias realizações.
Nas páginas finais, Ilana apresenta os três “C” que sintetizam sua visão de liderança: confiança, competência e cuidado. Ela propõe mudanças cotidianas relacionadas à linguagem, à solidariedade entre mulheres, ao compartilhamento de conhecimento, à participação política e à construção de ambientes seguros. Para a autora, a liderança vai além da ocupação de um cargo.
— A liderança nem sempre vai ser um cargo, uma caixinha no organograma. A liderança é a capacidade que você tem de influenciar, de dirigir, de inspirar, de ser um exemplo e de realizar. E isso eu tenho certeza que as mulheres têm de sobra.
Serviço
Lançamento do livro Mulher: a liderança em 10 lições, de Ilana Trombka
Data: 20/10 (terça-feira), às 18h
Local: Livraria da Travessa, Casa Park
